domingo, 17 de outubro de 2010

FlamengoAri Barroso, Amor eterno ao Flamengo

     Ari Barroso não é apenas o compositor famoso em todo o mundo, cujas obras em grandes números atravessaram nossas fronteiras, como “Aquarela do Brasil” e “Na Baixa do Sapateiro”, para citar apenas duas. Nem só o locutor e animador respeitado, festejado, querido e temido por tantos calouros gongados por ele ou jogadores e juizes que receberam algumas de suas celebres espinafrações. Ele é, visceralmente, antes de tudo, um homem do futebol, um torcedor do Flamengo. Daqueles mais extremados.
     Mineiro de Ubá, onde nasceu no dia 7 de fevereiro de 1903, Ari Barroso veio para o Rio muito jovem e se deixou empolgar pelo Flamengo. Ao mesmo tempo em que se destacava como compositor e locutor, mais crescia seu prestigio no clube rubro negro, pois ele se mostrava sempre atento a tudo quanto se relacionava com a agremiação de sua simpatia. Como torcedor rubro negro dos mais entusiastas, Ari Barroso participou durante muitos anos, intensamente, da vida do Flamengo. Chegou até em determinadas ocasiões a tomar atitudes que influíram decisivamente no clube. Foi ele, por exemplo, que foi ao Paraguai buscar Bria centro médio do primeiro tri campeonato do Flamengo. Saiu do Rio com um entusiasmo de um garoto que vai buscar brinquedo novo e, mais tarde se sentiu recompensado quando Bria cumpriu destacada atuação no time rubro negro.
     Por outro lado, quando Ari chegava a conclusão de que determinado jogador do Flamengo não reunia condições para figurar no time, fazia-lhe as mais severas criticas. Assim aconteceu no primeiro ano de Pirilo no Flamengo. No ano seguinte Ari mudou de opinião e, por causa disso, muitas vezes chegou a melhorar o “bicho” do atacante. Em outras oportunidades, Ari Barroso se indispunha com as torcidas adversárias e, por isso mesmo, durante algum tempo foi impedido de entrar no campo do Vasco da Gama, tendo que irradiar jogos importantes de cima do telhado de casas próximas a São Januário. Ari tornou famosa a gaitinha com que anunciava os gols das partidas que transmitia marcando época na Rádio Tupi. Com o advento da Televisão, Ari também a ela emprestou sua colaboração como locutor esportivo, sendo mesmo o primeiro a narrar jogos pelo vídeo da TV Tupi.

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